Perícia médica com assistente particular definirá se Bolsonaro permanece na Papuda
- Marcio Pereira
- 19 de jan.
- 2 min de leitura
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deu sinal verde para que o cardiologista particular de Jair Bolsonaro, Dr. Cláudio Birolini, participe como assistente técnico na avaliação oficial que será realizada pela Polícia Federal. O exame é um passo decisivo para determinar o futuro das condições de detenção do ex-presidente.
Reestruturação do cumprimento da pena
Recentemente, Bolsonaro deixou a sede da Polícia Federal e foi levado para a "Papudinha", uma ala especial no Complexo Penitenciário da Papuda reservada para autoridades. A partir dessa transferência, Moraes ordenou que uma equipe médica da PF realize um diagnóstico completo para responder a três pontos principais:
O atual estado clínico do ex-presidente.
Quais os requisitos médicos para que ele siga cumprindo sua pena.
Se a estrutura do hospital penitenciário é capaz de atendê-lo ou se há necessidade de transferência.
Saúde e estratégia jurídica
A movimentação do STF ocorre após aliados e familiares de Bolsonaro alertarem publicamente sobre a deterioração de sua saúde, que teria se agravado durante o período de carceragem na PF. Condenado a pouco mais de 27 anos de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado, o ex-mandatário busca, por meio de sua defesa, a concessão da prisão domiciliar.
O critério para a decisão
Embora a defesa insista no regime domiciliar, Alexandre de Moraes manteve a decisão em suspenso. Segundo o ministro, a saída do sistema prisional só será considerada caso o laudo pericial comprove, de forma clara, que as necessidades médicas de Bolsonaro não podem ser supridas dentro das instalações da Papuda. Enquanto a defesa indicou seu assistente para acompanhar os exames, a Procuradoria-Geral da República (PGR) optou por não nomear peritos adicionais.



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